sexta-feira, março 31, 2006
segunda-feira, março 27, 2006
sábado, março 25, 2006
terça-feira, março 21, 2006
quarta-feira, março 15, 2006
segunda-feira, março 13, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
segunda-feira, março 06, 2006
Balada da Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza -
e cai no meu coração.
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza -
e cai no meu coração.

sábado, março 04, 2006

Mas você se pergunta??
O que é que esta imagem de Carnaval carioca está fazendo aqui?
Ainda por cima foi babaca de gonda metendo essa porra idiota aí!!!algo tá irrado!!
Mas não!!
O meu Carnaval foi parecido com o do Rio de Janeiro!!!
Sim, teve calor e humidade!!!
Calor perguntam vocês???
Sim porque passei o dia de Carnaval na fabrica das 9 ás 20 onde fazem constantemente 32 graus com muita humidade, e o pessoal anda de t-shirt o dia inteiro!!!
Só faltou a festa, o samba, a alegria, as gajas, o sol, a praia, a musica, as pessoas, as vestimentas idiotas, mas de resto estava lá tudo!!!!
como vêm o carnaval é onde e como o homem quiser
quinta-feira, março 02, 2006
Ponte D.Luís
Para quebrar um bocado esta monotonia e cinzentismo, deixo-vos com este solarengo Porto à beira-Douro plantado com poema incluído, memória de um fim de semana fantáspórtico. (Deve ser lido em voz alta e declamativa.)
"Após cruzar a ponte, sobranceira e altiva,
Sobre as duas encostas que se entreolham mutuamente
Alcanço finalmente
De uma a margem oposta
Esta verde e fresca de relva adornada
Que ao sol quente se deixa ficar espreguiçada

De entre os muitos lugares em que ali se pode parar um pouco,
Uns já com banco e encosto feito,
Outros mais escondidos
Que têm ainda de ser imaginados,
Escolho um para meu poiso e descanso.
Um calor invade-me a cara e o sereno correr do rio tranquiliza-me o espírito
Na àgua, aqui e ali, os reflexos de luz iam pontuando as suaves ondulações do verde escuro

O casario, ali de frente, acotevela-se baixo e estreito
Uns edifícios são cinzentos, querem passar despercebidos
Talvez por isso parecem suspeitos
Ou então é só a curiosidade que desperta tudo o que é discreto
São sólidos e graníticos e, de tão austeros, impõem o seu respeito
Outros, mais folgazões, deixaram-se colorir de tons claros
E aperaltam-se, um pouco tímidos, pela sobriedade dos vizinhos do lado

(Pois, esta foto já é na torre dos Clérigos, mas era para eu aparecer...)
Deixo-me ficar mais um pouco a sentir o tempo desacelerar
Ao ritmo lento das àguas no cais a marulhar
É o segredar de um rio que já viu muito e pouco se sobressalta
Mas que, bondoso, gosta de partilhar essa sua paz e serenidade
Com quem o quiser escutar e que por ali passa
Regresso de novo ao outro lado
Que este dia, como os outros, tem fim marcado
E despeço-me de tão plácida companhia
Pelo caminho cruzo-me com mais gente
Que como eu também ali veio à beira-rio passear neste final de tarde
Aproveitando o momento para conversar um bocado
Não só com os seus botões, seja o caso, que não o meu, de se estar acompanhado."
"Após cruzar a ponte, sobranceira e altiva,
Sobre as duas encostas que se entreolham mutuamente
Alcanço finalmente
De uma a margem oposta
Esta verde e fresca de relva adornada
Que ao sol quente se deixa ficar espreguiçada

De entre os muitos lugares em que ali se pode parar um pouco,
Uns já com banco e encosto feito,
Outros mais escondidos
Que têm ainda de ser imaginados,
Escolho um para meu poiso e descanso.
Um calor invade-me a cara e o sereno correr do rio tranquiliza-me o espírito
Na àgua, aqui e ali, os reflexos de luz iam pontuando as suaves ondulações do verde escuro

O casario, ali de frente, acotevela-se baixo e estreito
Uns edifícios são cinzentos, querem passar despercebidos
Talvez por isso parecem suspeitos
Ou então é só a curiosidade que desperta tudo o que é discreto
São sólidos e graníticos e, de tão austeros, impõem o seu respeito
Outros, mais folgazões, deixaram-se colorir de tons claros
E aperaltam-se, um pouco tímidos, pela sobriedade dos vizinhos do lado

(Pois, esta foto já é na torre dos Clérigos, mas era para eu aparecer...)
Deixo-me ficar mais um pouco a sentir o tempo desacelerar
Ao ritmo lento das àguas no cais a marulhar
É o segredar de um rio que já viu muito e pouco se sobressalta
Mas que, bondoso, gosta de partilhar essa sua paz e serenidade
Com quem o quiser escutar e que por ali passa
Regresso de novo ao outro lado
Que este dia, como os outros, tem fim marcado
E despeço-me de tão plácida companhia
Pelo caminho cruzo-me com mais gente
Que como eu também ali veio à beira-rio passear neste final de tarde
Aproveitando o momento para conversar um bocado
Não só com os seus botões, seja o caso, que não o meu, de se estar acompanhado."
quarta-feira, março 01, 2006
Frio e cinzento
Aqui, só há um estilo de paisagem!!
Esta…
Com todas as coisas a ganhar tonalidades de cinzento, cinzento e cinzento!!! Não sei porque eles se auto intitulam os bleu!!! Aqui não há azul…
Esta foto foi tirada no passeio que fiz no fim-de-semana, ao pé de vários canais de água, mas que só ajudam ao frio, e ao cinzento, ao reflectirem a cor do céu!!!
E pelos vistos isto dura até Junho!!! E recomeça em Setembro…..
Preciso da luz de Portugal!
Esta…

Esta foto foi tirada no passeio que fiz no fim-de-semana, ao pé de vários canais de água, mas que só ajudam ao frio, e ao cinzento, ao reflectirem a cor do céu!!!
E pelos vistos isto dura até Junho!!! E recomeça em Setembro…..
Preciso da luz de Portugal!